Ficou um conto triste. E talvez o tema principal não seja o natal. Mas fazia tempo que eu precisava escrever. E não adianta escrever se não for pra ninguém ler. Comentem.
Luzes fracas
Os personagens da novela falavam para as paredes. Miguel estava com os pensamentos inertes. Seus olhos fixavam o nada. O menino gritou do quarto. Pai, por que você está demorando? Calma, já vou. Os pensamentos voltaram. Ao chegar ao quarto, a conversa foi longa, o filho continuava com medo. Medo do escuro, medo do que poderia estar dentro do armário, debaixo da cama, do lado de fora da janela.
Não adiantava explicar que não havia nada, e que a altura do quinto andar impedia que alguém entrasse pela janela. Era necessário acender a luz, fazer uma varredura por todos os cantos obscuros e apertados entre os móveis e as paredes. Após dar o beijo de boa noite, ele acende a luz do banheiro ao lado, deixa a porta entreaberta. É necessário que haja luz para o menino não sentir medo.
Domingo, final de tarde, Miguel deixa o filho na casa da mãe. Sua casa vai voltar a ser quieta e triste. Os brinquedos ficarão estocados no armário até o final de semana seguinte. O natal será em breve, e ele prefere não pensar se vai estar com o filho no dia de abrir os presentes. Após se despedir do filho, sem sequer olhar nos olhos da mulher que espera no portão, o lugar que ele tem pra ir é um só.
O estacionamento é apertado, os corredores são gelados. O forte cheiro entra no nariz e ajuda a piorar a sensação de que há um novelo de lã no estômago. Na cama do quarto 201, ele encontra um ser pálido, magro, de olhos fundos e movimentos lentos. Mesmo assim, Miguel sorri. Um sorriso metade forçado, metade verdadeiro. Forçado porque é necessário mostrar felicidade para quem se encontra em um estado de tamanha enfermidade e não pode ver lágrimas. Verdadeiro, porque é natural sorrir diante de um grande amigo, não importa em qual condição ele esteja.
O amigo sorri de volta. Um sorriso magro, rápido, mostrando os dentes fracos e amarelados. Eles conversam. Sobre o filho, sobre o médico, sobre os exames. Sobre quem ele encontrou na rua, quais as últimas novidades. Fazem piadas. As risadas são miúdas, anoréxicas, como se fosse proibido rir, mas a sensação de paz que ela trazia era perfeita demais para contê-la. Se rir fosse atividade ilegal, com direito a pena de morte, mesmo o risco de morrer faria valer a pena rir. Quem consegue viver sem dar risada?
Mas rir não era proibido. Proibido era dizer o nome do vírus. O nome da doença, então, havia sido banido totalmente. Como se nunca tivesse existido. Miguel não podia passar a noite com ele. Além de ser proibido, ele tinha seu emprego. O emprego não dava mais prazer. Tinha como único objetivo garantir seu dinheiro para pagar as contas, a parcela do carro, a pensão do filho. Os sonhos que ele carregara desde sua colação de grau vinham se esvaindo, definhando, talvez um pouco menos rapidamente que seu melhor amigo.
Os dias passavam vagarosos. Paulo chorava todos os dias. Tinha febre, delírios, tremores. Tenho medo, dizia ele. Tenho medo. Miguel não entendia, e também tinha medo. Mas ele queria não ter medo. Medo do quê? Foi na sexta-feira à tarde que Paulo disse, completamente são: eu sei que eu vou morrer, mas tenho medo. Miguel, que tinha o hábito de apenas se sentar, pegou na mão do amigo: não diga isso.
Foi buscar o filho um tanto transtornado. Mas alegria de menino muda tudo. Limpa o céu, muda o ritmo das músicas no rádio, abre sorrisos. Ah!, os sorrisos, indispensáveis. À noite, na hora de dormir, o medo. Medo do escuro. Miguel perdeu a paciência. Seu filho precisava se tornar um homem, e não temer o escuro. Afinal, por que você tem medo do escuro? Sem pensar muito, o menino respondeu: Porque eu sinto medo de tudo que eu não conheço. Sem pensar muito, Miguel apagou as luzes, fechou a porta. No breu, sentou-se no chão, pegou na mão do filho, que estava deitado na cama, receoso. Eu vou ficar aqui com você. O menino dormiu. Miguel também. Os sonhos de ambos foram vazios. Uma cortina preta de silêncio e descanso.
No domingo, a notícia: o natal seria sem o filho, sem alegria. O beijo de despedida foi também de feliz natal. Duas semanas passam rápido. E visitar a vovó é sempre bom.
Noite de natal. As luzes pareciam mais fracas. O coração mais apertado. O silêncio das paredes frias era cortado pela conversa de duas enfermeiras que reclamavam. A televisão mostrava algumas crianças loiras falsamente felizes.
O quarto continuava igual. Para Paulo, não parecia ser uma data comemorativa. Não havia nada para celebrar. Não foi como das outras vezes. As lágrimas escorriam mais livremente. Miguel lutava para manter-se impassível. Apertou forte a mão de seu amigo. A mão estava fria, magra, e não conseguia corresponder o aperto. Não como costumava fazer antes, na época em que as preocupações eram menores, as risadas mais freqüentes, as luzes de natal mais intensas. Paulo chorava sem lágrimas. E repetiu: eu tenho medo.
Miguel apertou sua mão. Não precisa ter medo, eu vou ficar aqui com você. O choro parou, os olhos se fecharam. Mais alguns segundos, e o choro agora era de Miguel. Seu amigo, finalmente, teria um feliz natal.
domingo, 20 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
ESPECIAL AVATAR
Além de ser em 3 dimensões, a definição da imagem e a qualidade dos seres computadorizados são fantasticamente perfeitas. Todos os segundos dos 10 anos em que James Cameron trabalhou para desenvolver a tecnologia que se materializa diante dos nossos olhos valeu a pena.
Além de ser tecnicamente perfeito, o filme conta uma história boa e que funciona... não que seja uma história revolucionária, mas consegue alegorizar temas atuais, prender a atenção do espectador e desenvolver e identificação com os personages.
O filme foi feito para ser assistido em 3D, portanto as salas de exibição comum devem ser evitadas. Avatar também merece destaque por não abusar do recurso 3D com cenas forçadas para "encantar" o espectador, porque usa esses recursos para ajudar no realismo dos cenários.
Falando em filmes:
Hoje eu assisti ao filme "Segurando as Pontas" (Pineapple Express). O filme é engraçadíssimo e não apela para cenas escrachadas, mesmo sendo completamente louco e mostrando maconheiros doidos. Seth Rogen mostra que só faz comédia boa.Outra dica.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Coisas da TV...
Índices de audiência causam mal estar, estresse, pressão e precipitações. Talvez tenha sido uma boa essa de que a Record não vai divulgar seus números. SBT, Globo e outros deveriam fazer o mesmo. Não que não devam levar em conta, mas poderiam analisar os números apenas uma vez por mês, ou quem sabe com frequência até menor. Essa história de "prévia" do Ibope, com modificações no consolidado, e medições Real Time só atrapalham.
Indo mais a fundo, poderíamos pensar que os anunciantes precisam se preocupar com o retorno do anúncio, e este não se dá necessariamente por causa da audiência... muitas vezes qualidade é melhor que quantidade. Enfim, coisas para pensarmos...
ÍDOLOS 2009, o mesmo de 2008...
Dois homens chegaram à final do Reality Show musical, assim como no ano passado. Dos dois, um é mais "comercial", o outro é mais "artístico" (são conceitos abstratos, mas acho que todos concordam). O mais comercial, aliás, tem uma "história de vida" mais comovente, assim como era no ano passado. No quesito audiência, o reality mantém a mesma do ano anterior: casa dos 10 pontos, com algumas pequenas subidas e outras descidas...
Especiais de fim de ano.
Como diria Marcelo Tas: é a Era de Aquarius: o especial de final de ano do Roberto Carlos teve seus probleminhas... mas é claro que ele vai ser feito (se ele for cancelado algum ano, será a revolução).
A Globo ataca de Roberto Carlos, o SBT ataca de Roberto Justus... cada um tem o Roberto que merece (risos).
Júnior Lima e Lucas Lima... QUÊ!?
Eu juro que tento não falar só da Record. Mas eles pedem. Agora dizem que o Júnior (sim, o irmão da Sandy) vai fazer a trilha sonora dos Legendários (aquele, do Marcos Mion) junto com Lucas Lima (sim, o marido da Sandy)... como diria aquele personagem de desenho: "Oh céus, Oh vida".
Ratinho X CQC
No último CQC, o primeiro lugar do Top Five foi Ratinho falando mal do Tas. Conseguiram transformar uma situação constrangedora em engraçada. Nem sei se o Ratinho merecia o destaque... ignorá-lo seria melhor. Aliás, o programa do Ratinho parece mais uma encenação de exageros e ataques gratuitos do que um programa de auditório. É uma pena que existem pessoas que assistem ao programa dele. Nessas horas que a TV brasileira se rebaixa.
Viver a Vida em 3D
A Globo começou a fazer testes para gravação de Novela em 3D... Meu Deus, quanta tecnologia! Tudo bem que a Vênus Platinada esteve sempre à frente... mas será que isso não é estar à frente até demais? Eu nem consigo imaginar quando que vou ter uma TV com novelas em 3D na minha casa (nem para a tv digital eu tenho pressa).
Cléber Machado
Uma vergonha o que a Globo faz com Cléber Machado. Segundo Flávio Ricco, ele ainda nem sabe o que será dele na Copa da África. E a gente vai ter que aguentar o Galvão Bueno na final, tenho certeza. Ela deveria valorizar mais o coitado, e deixar o mala do Galvão um pouco de lado. Se eu fosse o Cléber, já teria me mudado de mala e cuia para a "emissora oficial do esporte olímpico"... mas cada um faz o que quer da vida.
Indo mais a fundo, poderíamos pensar que os anunciantes precisam se preocupar com o retorno do anúncio, e este não se dá necessariamente por causa da audiência... muitas vezes qualidade é melhor que quantidade. Enfim, coisas para pensarmos...
ÍDOLOS 2009, o mesmo de 2008...
Dois homens chegaram à final do Reality Show musical, assim como no ano passado. Dos dois, um é mais "comercial", o outro é mais "artístico" (são conceitos abstratos, mas acho que todos concordam). O mais comercial, aliás, tem uma "história de vida" mais comovente, assim como era no ano passado. No quesito audiência, o reality mantém a mesma do ano anterior: casa dos 10 pontos, com algumas pequenas subidas e outras descidas...Se continuar assim, já dá para adivinhar quem vai ganhar. Dá para prever, também, que nenhum dos dois será lembrado quando a edição do ano que vem estiver no ar...
O curioso é que vai ter terceira edição...
Vale lembrar que diversos vencedores desse tipo de programa nunca deram muito certo, vide esse link do Terra AQUI.
Além dos nomes citados pela matéria no Terra, vale lembrar de outros três nomes: Marina Elali, que participou do Fama, hoje faz sucesso (ou não?); Luka, que foi a primeira eliminada de uma das edições do Fama fez sucesso rápido com 'Tô nem aí'; e meu "conterrâneo" Pedrinho Black (Ídolos 2008) está cantando no Art Popular.
Comentário rápido sobre A Fazenda:
Finalmente começou a rolar uns atritos no programa. Nesse tipo de programa, o circo tem mais é que pegar fogo. Mas POR FAVOR, não façam a terceira edição em Maio, nem em Junho... aliás, a terceira edição podia não existir.
Como diria Marcelo Tas: é a Era de Aquarius: o especial de final de ano do Roberto Carlos teve seus probleminhas... mas é claro que ele vai ser feito (se ele for cancelado algum ano, será a revolução).
A Globo ataca de Roberto Carlos, o SBT ataca de Roberto Justus... cada um tem o Roberto que merece (risos).
Júnior Lima e Lucas Lima... QUÊ!?
Eu juro que tento não falar só da Record. Mas eles pedem. Agora dizem que o Júnior (sim, o irmão da Sandy) vai fazer a trilha sonora dos Legendários (aquele, do Marcos Mion) junto com Lucas Lima (sim, o marido da Sandy)... como diria aquele personagem de desenho: "Oh céus, Oh vida".
Ratinho X CQC
No último CQC, o primeiro lugar do Top Five foi Ratinho falando mal do Tas. Conseguiram transformar uma situação constrangedora em engraçada. Nem sei se o Ratinho merecia o destaque... ignorá-lo seria melhor. Aliás, o programa do Ratinho parece mais uma encenação de exageros e ataques gratuitos do que um programa de auditório. É uma pena que existem pessoas que assistem ao programa dele. Nessas horas que a TV brasileira se rebaixa.
Viver a Vida em 3D
A Globo começou a fazer testes para gravação de Novela em 3D... Meu Deus, quanta tecnologia! Tudo bem que a Vênus Platinada esteve sempre à frente... mas será que isso não é estar à frente até demais? Eu nem consigo imaginar quando que vou ter uma TV com novelas em 3D na minha casa (nem para a tv digital eu tenho pressa).
Cléber Machado
Uma vergonha o que a Globo faz com Cléber Machado. Segundo Flávio Ricco, ele ainda nem sabe o que será dele na Copa da África. E a gente vai ter que aguentar o Galvão Bueno na final, tenho certeza. Ela deveria valorizar mais o coitado, e deixar o mala do Galvão um pouco de lado. Se eu fosse o Cléber, já teria me mudado de mala e cuia para a "emissora oficial do esporte olímpico"... mas cada um faz o que quer da vida.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Quanto tempo...
Depois de um bocado de dias sem aparecer por aqui, resolvi dar as caras. Talvez eu não tenha sentido a necessidade de escrever alguma coisa porque nada tem acontecido na minha vida. Pelo menos nada que sacuda.
Os dias tem se arrastado, e minha cabeça parece estar um pouco vazia. O problema é encontrar alguma sacudida por aí...
Hoje recebi um e-mail que talvez signifique uma boa mudança. Mas ainda não posso garantir.
Enquanto isso, eu vejo TV, tomo açaí no meio da tarde, e tento ler algumas coisas...
Os dias tem se arrastado, e minha cabeça parece estar um pouco vazia. O problema é encontrar alguma sacudida por aí...
Hoje recebi um e-mail que talvez signifique uma boa mudança. Mas ainda não posso garantir.
Enquanto isso, eu vejo TV, tomo açaí no meio da tarde, e tento ler algumas coisas...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Um post irônico...
Porque hoje estou a fim de ser irônico...
-Ótimo que eu esteja cobrindo UMA HORA de aula por dia. Aí eu passo a torrar gasolina do carro além de apenas ganhar pouco.
-Já faz mais de doze horas que o Lombardi (OI, SILVIO) morreu. E ainda não fiquei sabendo de nenhuma piada boa sobre o que ele disse para São Pedro (ou Jesus) quando chegou no céu. Disseram que ele é insubstituível, mas eu discordo. Ele entrou pra história. Pra cada espaço deixado, um outro é preenchido.
-Achei sensacional o prêmio Extra de TV. O único programa que não é da Globo e ganhou o prêmio foi CQC. Até parece que Caminho das Índias foi a novela mais perfeita do mundo (Márcio Garcia que o diga). Deviam avacalhar de vez e dar o prêmio de melhor humorístico para o Zorra Total, que é ÓTIMO, não é??
-A Record atacou o IBOPE. Tudo bem que o bichinho falhou e há motivos para desconfiarmos... ele bem que deve ter suas maracutaias com Globo e PSDB (nas pesquisas eleitorais). No entanto, fazer reportagens no Domingo Espetacular não é uma boa saída (até porque a audiência do programa não é muito alta, caso o Ibope não esteja tão errado assim)... deviam é criar um grupo de pesquisas para analisar mais seriamente a situação de sua audiência e quem sabe voltar a ameaçar a toda poderosa Vênus Platinada.
- Por falar em Record, finalmente resolveram tirar o Geraldo Luís do ar. Se eu fosse um dos bispos, já teria tacado um Pica-pau para salvar a pátria. Agora a Terra Enfaixada (em oposição à Vênus Platinada) vai atacar de Babi Xavier. O Geraldão vai voltar para onde nunca deveria ter saído: o JORNALISMO. Querem uma sugestão? Bota o cara pra fazer reportagens "animadas" nos programas jornalísticos (Domingo Esp, Reporter Rec, etc). Mas pelo jeito as pessoas naquele lugar não aceitam boas sugestões.
-Ainda sobre a Terra Enfaixada (modéstia a parte, adorei o nickname que inventei, afinal é uma Terra... com FAIXAS!). Até que me animei para o programa Legendários, programado para 2010. Tudo bem que vai ser uma sucursal da MTV, mas parece que vai ser alguma novidade diferente... a não ser que os burros queiram que o programa seja apelidado de "CQC da Record".
-Termino essa bagaça mandando meus sentimentos ao Silvio... e me perguntando o que será da TV quando ele se for. Afinal... a morte, os impostos e o especial de fim de ano do Roberto Carlos são as únicas certezas da vida*.
*BASTOS, Rafinha. in: "CQC - Custe o que Custar". Band- São Paulo. 2009.
-Ótimo que eu esteja cobrindo UMA HORA de aula por dia. Aí eu passo a torrar gasolina do carro além de apenas ganhar pouco.
-Já faz mais de doze horas que o Lombardi (OI, SILVIO) morreu. E ainda não fiquei sabendo de nenhuma piada boa sobre o que ele disse para São Pedro (ou Jesus) quando chegou no céu. Disseram que ele é insubstituível, mas eu discordo. Ele entrou pra história. Pra cada espaço deixado, um outro é preenchido.
-Achei sensacional o prêmio Extra de TV. O único programa que não é da Globo e ganhou o prêmio foi CQC. Até parece que Caminho das Índias foi a novela mais perfeita do mundo (Márcio Garcia que o diga). Deviam avacalhar de vez e dar o prêmio de melhor humorístico para o Zorra Total, que é ÓTIMO, não é??
-A Record atacou o IBOPE. Tudo bem que o bichinho falhou e há motivos para desconfiarmos... ele bem que deve ter suas maracutaias com Globo e PSDB (nas pesquisas eleitorais). No entanto, fazer reportagens no Domingo Espetacular não é uma boa saída (até porque a audiência do programa não é muito alta, caso o Ibope não esteja tão errado assim)... deviam é criar um grupo de pesquisas para analisar mais seriamente a situação de sua audiência e quem sabe voltar a ameaçar a toda poderosa Vênus Platinada.
- Por falar em Record, finalmente resolveram tirar o Geraldo Luís do ar. Se eu fosse um dos bispos, já teria tacado um Pica-pau para salvar a pátria. Agora a Terra Enfaixada (em oposição à Vênus Platinada) vai atacar de Babi Xavier. O Geraldão vai voltar para onde nunca deveria ter saído: o JORNALISMO. Querem uma sugestão? Bota o cara pra fazer reportagens "animadas" nos programas jornalísticos (Domingo Esp, Reporter Rec, etc). Mas pelo jeito as pessoas naquele lugar não aceitam boas sugestões.
-Ainda sobre a Terra Enfaixada (modéstia a parte, adorei o nickname que inventei, afinal é uma Terra... com FAIXAS!). Até que me animei para o programa Legendários, programado para 2010. Tudo bem que vai ser uma sucursal da MTV, mas parece que vai ser alguma novidade diferente... a não ser que os burros queiram que o programa seja apelidado de "CQC da Record".
-Termino essa bagaça mandando meus sentimentos ao Silvio... e me perguntando o que será da TV quando ele se for. Afinal... a morte, os impostos e o especial de fim de ano do Roberto Carlos são as únicas certezas da vida*.
*BASTOS, Rafinha. in: "CQC - Custe o que Custar". Band- São Paulo. 2009.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
post que seria deletado. mas vou deixa-lo aqui porque ele recebeu um comentário, e eu optei por deixar o comentário aqui.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
comentários-coisinhas
O filme Lua Nova é tão bom quanto o livro, ou seja, ruim. Os diálogos são melodramáticos e clichês, as cenas de ação poderiam ser melhores, e até mesmo os efeitos são fracos, se compararmos com o que é possível fazer hoje em dia. A indicação dos meses na cena em que é mostrada a passagem do tempo (Outubro-Novembro-Dezembro) subestima a inteligência de qualquer espectador, até mesmo das adolescentes histéricas por abdômens sarados.
E para finalizar, está comprovado: Bella Swan é a personagem principal mais imbecil já criada na literatura e no cinema (se é que 'aquilo' pode ser considerado literatura ou cinema).
Chegou o DVD mais esperado do ano (pelo menos por mim). Os extras são muito bons (os melhores de todos os DVDs dos filmes anteriores), mesmo com o excesso de propagandas dos lançamentos dos DVDs definitivos do primeiro e segundo filmes (afinal, sempre tem aquela coisa de "versão do diretor", "cenas nunca antes vistas", etc) e do lançamento do Parque Temático em Orlando.
Se me permitem um adendo: até que me deu vontade de ir ao Parque, mas só se um dia eu estiver de passagem pela Flórida, afinal a entrada deve ser o olho da cara.
Ainda não tive coragem de ver como ficou a dublagem do filme.
Junto com Harry Potter, chegou meu box de DVDs da série A Lei e o Crime. Aos poucos vou rever a série. E já aguardo o lançamento do filme, sabe-se lá quando.
O Box que eu comprei veio com o erro (sem o nome do Marcílio Moraes e dos roteiristas), e poderia ter vindo pelo menos com legendas em português (para surdos). A imagem também poderia ser widescreen. Mas só de terem lançado a série em DVD já é um avanço.
É isso. Afora minhas preocupações em encontrar um rumo mais palpável em minha vida, vou levando as coisas. Fui.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Lua Nova??
Primeiro de tudo: o título Lua Nova é ruim. Depois de muito pensar, cheguei a uma conclusão para o motivo do título que só confirmam o excesso de melodrama.Ontem, terminei de ler o livro cuja adaptação cinematográfica chegará às salas de projeção neste fim de semana. Devo assistir ao filme no domingo, agradecendo ao fato de as cópias em Itu serem legendadas (coisa rara).
O livro é muitas vezes pedante e piegas. As afirmações descaradas da personagem Bella sobre seus sentimentos por Edward soam falsas. É até ridículo ler frases como "Meus pulmões encheram-se do doce aroma que vinha da pele dele"; ou Edward dizendo "Antes de você, Bella, minha vida era uma noite sem lua". Em vez de filmes de Hollywood, talvez fosse mais coerente se fizessem adaptações para a TV em forma de novelas da Televisa.
Às vezes eu me pergunto o que faria uma mulher gostar de um corpo frio "como cobertor úmido". A construção da personagem principal faz com que a menina seja mais uma versão literária (literária??) da cultura 'emo' do que uma mulher apaixonada. É difícil discorrer sobre o livro Lua Nova sem usar a palavra 'infantil'.
Se fosse possível fazer um 'spin off" da saga com as histórias de "Carlisle" ou do clã "Volturi", e quem sabe dos indígenas "lobos", poderiam surgir histórias muito mais interessantes que a original.
Mesmo assim, se eu tiver tempo, vou me esforçar para ler os outros dois livros da série, por curiosidade, caso eu possa emprestá-los (afinal não pretendo gastar meu dinheiro com isso).
terça-feira, 17 de novembro de 2009
sobre mulheres... análises da TV...
A nova integrante do CQC ainda não teve seu contrato renovado com a Band. Mesmo ainda incerta na emissora que a descobriu por meio de concurso, a repórter "de preto" não parece preocupada. Seria um grande erro se a Band não renovasse contrato, já que a repórter se motrou uma escolha acertada para integrar a trupe de terno. Com seu humor sutil e irônico, Mônica Iozzi não precisa se preocupar caso a emissora dos Saad não renove seu contrato. Não vão faltar emissoras interessadas.
Geisy Arruda
Celebridades sem talento algum recheiam o showbiz brasileiro. Em geral, são modelos sem nada na cabeça, participantes de reality shows ou ex-amantes de atores/atrizes (ou tudo isso junto). Mas ver uma (ex?) estudante universitária virar famosa da noite para o dia porque foi hostilizada no campus por usar saia curta... isso é novidade (uma novidade não muito bem vinda, diga-se de passagem).
Não sei o que é mais bizarro: a mocinha que se aproveitou do caso policial para ficar famosa, ou o humorístico decadente fazer o convite para aumentar a audiência.
Amanda Françozo
Definitivamente, a Record acertou na escolha de pelo menos uma das apresentadoras do Hoje em Dia. Enquanto Gianne Albertoni ainda se mostra meio crua, Ticiane Pinheiro parece ter estacionado em suas limitadas funções, e Celso Zucatelli manchou sua imagem após incitar uma repórter a invadir o link da Globo, Amanda Françozo se mostra coerente, simpática e eficiente no programa.
A morena merecia o comando total do programa que, aliás, vem decadente e precisa de melhoras urgentes (e ao dizer melhoras, não me refiro à exploração da Fazenda, que certamente trará mais audiência, mas ao conteúdo do matinal, para que continue sendo referência na TV brasileira).
domingo, 15 de novembro de 2009
2012... um filme legal com coisas estranhas
O filme 2012, de Roland Emmerich, é um show de efeitos especiais que mostram o mundo sendo destruído. O diretor de filmes catástrofe cria uma obra cheia de referências confusas acerca de religião, etnias e poder.No filme, além de o presidente dos EUA ser negro (algo comum nesses tipos de filme, mesmo antes da eleição de Obama), o cientista responsável pela difusão das descobertas a respeito do fim do mundo também é negro. Aliado a isso, temos personagens russos duvidosos.
A religião está muito presente por lá, e a destruição ridícula do Cristo Redentor, no Rio, é a menor delas. A presença de monges do Tibet, a destruição do Vaticano e a citação religiosa do presidente dos Estados Unidos parecem difundir a diversidade religiosa no mundo. O filho do personagem principal do filme, vivido por John Cusak, se chama Noah (Noé, em inglês).
A construção das Arcas para salvar o mundo só foi permitida devido ao pagamento de multi-bilionários, o que mostra como ser rico é crucial para se manter vivo nos dias de hoje.Mais importante que isso é a diversão de ver cenas de destruição do mundo.
O resto é devaneio.
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